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La Ninha

La Niña fraco deve ter pouca influência sobre a safra de verão no Brasil. El Niño só a partir de maio de 2019.

Atenção deve ser redobrada neste inverno com grande probabilidade de geada forte e risco para lavouras perenes Luiz Carlos Molion - Climatologista Nesta sexta-feira (22), o climatologista Luiz Carlos Molion conversou com o Notícias Agrícolas para destacar as probabilidades do clima para o inverno, que iniciou oficialmente ontem (21), bem como para a próxima safra de verão brasileira. 

Ele destaca que, entre a segunda quinzena de julho até a primeira semana de agosto, há uma maior chance de entrada de massa de ar polar, o que pode derrubar as temperaturas até o Mato Grosso do Sul e as serras de Minas Gerais. Desta forma, a cultura do café poderia se ver afetada por geadas, assim como a pecuária de corte e leiteira.

Molion lembra ainda que há alguns cultivos, como frutas como banana e mamão, que "não precisam necessariamente de uma geada muito forte" para sofrer danos, o que torna a situação um importante ponto de atenção.

Quanto à movimentação climática, ele salienta que a atmosfera possui um atraso na resposta, de forma que as águas estão neutras na região Niño 3.4, mas que ainda se encontram frias na região 3, que é a que mais afeta o clima brasileiro. Então, mesmo que as águas estejam nessa neutralidade, ainda persistem as condições de La Niña para a atmosfera - e a La Niña produz invernos com frequência de geada mais elevada.

As águas devem voltar a ficar ligeiramente mais frias a partir de setembro e permanecerem assim até março e abril do próximo ano, quando voltariam a se aquecer e trariam um novo El Niño, mais fraco, que não afetaria os cultivos do Centro-Oeste. Sendo assim, a safra de verão ocorreria dentro de um La Niña fraco.

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

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